Impeachment não é solução

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Nossa não tão querida Presidente da República Dilma Rousseff, está sendo ameaçada por todos os lados de sofrer um processo chamado Impeachment. Aquilo que começou com um rumor, tem tomado grandes proporções, graças ao mar de escândalos que o governo federal esta submergido, e principalmente sobre a pressão da investigação criminal conduzida pela Polícia Federal, denominada lava-jato, alguns acreditam que não passará de uma lavagem americana, outros tem colocado seus pescoços a prova para que desta vez seja uma limpeza completa, se isto é possível.

O fato é que as Eleições Gerais de 2014 foram legitimas e por uma maioria apertada a então candidata à reeleição conseguiu consagrar-se vitoriosa na corrida presidencial. Ao observarmos a atual conjectura do sistema democrático brasileiro, não poderíamos pensar em uma ação de impeachment, como forma de protesto por sua reeleição mesmo em meio a tantos escândalos, já que a referida ação que poderia culminar na rejeição da presidenta não possui em sua essência, condão de validar o sufrágio (votos) obtidos, pelo contrário, sua função é puramente punitiva por crimes cometidos pelos chefes do poder executivo.

O que nos resta é uma sensação de que o sistema democrático não consegue validar a vontade popular, se este argumento for verdadeiro, esta insatisfação pelo resultado nas urnas mostra, que metade da população esta totalmente insatisfeita com o atual governo e se somarmos os votos do primeiro turno que não foram computados a favor de Dilma, compreendemos então que o problema não está em como as eleições foram realizadas, mas sim, na crise de liderança que este país enfrenta, pois não foram poucos os relatos de pessoas que diziam: “não voto no Aécio/ Dilma/ Marina de jeito nenhum.

Deste modo, as eleições deveriam ser proporcionais, sem um segundo turno disputado por apenas duas pessoas, porque elas nunca serão capazes de corresponder aos anseios da maioria, portanto, deveriam haver mais debates, mais tempo para que os então candidatos pudessem colocar seus pontos de vista, as eleições deveriam durar o ano inteiro sem reeleição, para que o atual candidato não se distraísse com as eleições. Mas sob este ponto de raciocino, exaltaremos a democracia e não a política. Veja, não estamos incitando a população a pensar que esta deveria ser a melhor maneira de se ter uma eleição, pelo contrário, o que estamos dizendo é:

Enquanto houver esta política que ai está, não haverá espaço para democracia; democracia é construída com ideias, pontos de vista, raciocínios lógicos, diferente de política que é e tem sido construída por sofismos. Mateus Teodolino Santana

Dicionário wikipédia:

Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι “fazer raciocínios capciosos”) em filosofia, é um raciocínio ou falácia se chama a uma refutação aparente, refutação sofística e também a um silogismo aparente1 , ou silogismo sofístico, mediante os quais se quer defender algo falso e confundir o contraditor2 . Não devemos confundir os sofismas com os paralogismos: os primeiros procedem da má fé, os segundos, da ignorância3 .

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